Clipping Elite Brasil

Elite estréia com o pé no acelerador.

A recém criada Elite Brasil Inteligência Imobiliária entra em 2009 com objetivos ambiciosos. Quer liderar na qualidade e na velocidade de vendas de unidades do segmento econômico e de alto padrão. 'Nossa iniciativa está focada em vender duas vezes mais que as outras empresas", afirma Mauricio Eugenio, sócio- proprietário do Grupo Eugenio (foto). Ele diz que a concorrência é grande, mas que ainda há espaço para crescer

'Projetos menores trarão liquidez Em 2009, diz. Maurício Eugenio'

Elite quer acelerar vendas imobiliárias Ajudando os incorporadores a desenhar projetos de venda fácil e valorizando os corretores/ o publicitário quer ter um desempenho duas vezes melhor que a concorrência em seu negócio no setor Qualquer profissional bem sucedido ligado a atividades de marketing é em última análise um caso muito bem resolvido de paixão por vendas essa é a grande lição que se pode tirar da trajetória do até então publicitário Mauricio Eugenio, sócio proprietário do Grupo Eugênio, que está acabando de começar um novo negócio. A Elite Brasil Inteligência Imobiliária entra em 2009 com objetivos ambiciosos quer liderar na qualidade e velocidade de vendas de imóveis em dois segmentos importantes, médio e alto padrão e também no popular.

'“Toda essa iniciativa está focada em vender duas vezes mais que os nossos concorrentes” afirma Eugênio, que conhece de dento para fora o segmento com o mais sólido desempenho da economia nacional nos últimos anos, imóveis. O Grupo Eugênio é constituído por cinco empresas a Eugenio Marketing Imobiliário, a E* Inteligência Criativa Polis Desenvolvimento Imobiliário a Espacio Brasil e a TUDOMIDIA No novo segmento a concorrência não é pequena, mas ao contrário do que promete as análises dos desdobramentos da crise financeira mundial, o setor de construção civil brasileiro ainda oferece espaço para crescimento e expansão.

“Hoje o mercado é exigente e profissionalizado, mais ainda muito pulverizado” analisa Eugênio. Na Elite são seus sócios dois profissionais muito experientes no setor¡, Hélio Vergara e Marinaldo Macedo, ambos egressos da Lopes Consultoria. Mauricio Eugenio conversou com a reportagem do caderno Mercado Imobiliário na nova sede da Elite em São Paulo na Avenida Brasil. O conjunto de mansões que durante muitos anos foi ocupado por outro ícone do mercado, a Julio Bogoricin Imóveis, foi totalmente reformado.

Gazeta Mercantil - Como surgiu o interesse pelo lado comercial
do mercado imobiliário?

Marketing é venda, mas até então eu sempre investi a minha vida na comunicação. Mas sempre morrendo de vontade de mergulhar na atividade de vendas. O mercado de São Paulo e o principal do Brasil, é o grande laboratório imobiliário do País, Assim, já tem uma atividade de vendas muito bem constituída com Lopes, Abyara, Fernandez Mera, Itaplan, que são empresas muito bem consolidadas.

Gazeta Mercantil - Po¡ isso a idéia de criar urna empresa com esse perfil?
Em uma reunião, há um ano, com o Marinaldo Macedo e o Hélio Vergara, vislumbramos a oportunidade de montar uma empresa que atendesse uma necessidade gigantesca do mercado imobiliário. As empresas de vendas estavam, na ocasião, sendo muito criticadas por suas performances, e a resposta dos incorporadores foi criar as "houses". Todo grande incorporador criou a sua, tanto que algumas delas se tornaram gigantes, com operações enormes para vender unidades remanescentes, Isso porque as empresas de lançamentos tinham dificuldade nessa área, já que o perfil do corretor de lançamento é de fazer o fechamento do negócio. Passado esse processo, as empresas foram comprando unidades de vendas próprias para poder atender esse mercado. que e Pequeno. Mas dada a insatisfação dos incorporadores e consultores, esses departamentos acabaram virando verdadeiras imobiliárias, e criando uma concorrência gigantesca no mercado. A nossa idéia era criar uma empresa com a meta de vender duas vezes mais que os nossos concorrentes.

Gazeta Mercantil - De que forma isso é possível?
Tínhamos que fazer isso de duas formas: primeiro, entregar produtos muito bem concebidos aos corretores - que passam a ser priorizados, e o conceito da Elite é priorizar o corretor em todos os sentidos. E segundo, inteligência imobiliária ajudar o incorporador a fazer projetos com velocidade de vendas. Porque esse é o nosso jogo: não é só vender, mas vender bem. E a estratégia era resgatar também o valor da venda e do profissional de vendas. O mercado de vendas passou por uma série de processos, como o uso de premiações e a tendência de contratar o máximo de corretores - porque a idéia era que o número de corretores tinha a ver com resultados. Então se contratava mil, dois mil, seis mil. Desde a concepção da Elite, em dezembro de 2007, nós passamos sete meses pesquisando o mercado e descobrimos que essa crise faria com que todo esse processo fosse revisto.

Gazeta Mercantil - Por que o nome Elite?
A pessoa que compra um imóvel precisa receber o melhor tratamento. Queríamos que nosso corretor fosse um. corretor de elite, diferenciado. A começar pelo astral, pela forma, pelo tipo de relacionamento que essa empresa faz pelos corretores? Quando planejamos a Elite, já sabíamos que ela ia operar em um mercado diferente.

Gazeta Mercantil – 0 que é a Elite Lar?
A Elite Lar é o nosso projeto para o segmento econômico. Esse mercado tem dimensões magníficas, pois é o grande mercado imobiliário do País. É para famílias de renda a partir de R5 1.500 por mês. Estamos nessa com a Caixa Econômica Federal. A Elite Lar tem um projeto bem parecido com o de um varejo: inaugura a sua primeira loja no primeiro semestre de 2009, no centro de 5ão Paulo. Vamos vender produto, financiamento e assessoria para as famílias com um formato diferente. Além de estar nos plantões de venda, ela vai estar em lojas estratégicas na cidade prestando um serviço como o Poupa Tempo da casa própria. O conceito é ajudar a família desde a decisão do crédito até a entrega das chaves. É uma prestação de serviço muito grande para o comprador desse segmento.

Gazeta Mercantil - O que é tratar bem os corretores?
Nós criamos a academia de treinamento que tem uma estrutura para valorizar os pontos fundamentais: aprimoramento pessoal, profissional, e um trabalho de integração familiar. O corretor de imóveis, em geral, penaliza muito a família por ser ausente. Temos dinâmicas montadas para reduzir os efeitos disso, fazendo com que a família do corretor reconheça o valor desse trabalho. Estamos falando de um profissional que realiza o maior sonho do brasileiro e que faz uma venda de complexidade. E essa estratégia é resultado do nosso trabalho prévio, do brainstorm. “Temos aqui uma máxima: ‘Ainda bem que nós fizemos tudo isso há dois anos”; poderíamos estar desesperados agora em tentar construir um novo modelo de negócio A Elite já nasce com esse conceito, e com instrumentos e dimensão para o mercado de 2009.

Gazeta Mercantil - A Elite nasce em um momento em que
o mercado está se recriando.

O que a empresa vai encontrar em 2009? Nesse nosso processo, pudemos testar o que de fato vai ser uma tendência muito forte para 2009 e 2010. Serão produtos numa dimensão menor. Antes eram lançadas centenas de unidades, milhares de projetos, e isso agora vai ter uma participação pequena. O mercado estava voltado para o segmento de médio e alto padrão, com apartamentos de 150 a 300 metros quadrados, de R$ 1 milhão. Em 2009 serão apartamentos de dois e três dormitórios com áreas menores¡ de 60 a 90 metros quadrados, e salas comerciais, E quase uma reedição daqueles flats da década de 1990. Também vamos encontrar em 2009 um volume de salas comerciais menores, com preços de R$ 250 mil a R$ 150 mil.

Gazeta Mercantil - O mercado imobiliário no País já esta maduro?
Há alguns aspectos importantes. Primeiro, os incorporadores vêm num processo de profissionalização muito forte, já há 10 ou 12 anos. Hoje, a indústria imobiliária está amparada em ferramentas que protegem não só o consumidor mas também de certa forma a indústria. Existe hoje uma evolução jurídica muito grande; a instituição das sociedades de propósito especifica (SPEs), o maior compromisso do incorporadores com relação á entrega; um consumidor muito exigente; um mercado depurado nesse últimos 25 anos. Não é mais urna atividade para amadores. Na década de 1970, quem se formava podia montar.a sua construtora. Hoje o mercado é exigente e profissionalizado, mas ainda muito pulverizado. Estamos muito focados nas cerca de 20 empresas fizeram lPO, mas em São Paulo são mais de 1,5 mil construtoras só 60 mil no Brasil.

Gazeta Mercantil - Mas são as grandes que ditam tendências de mercado?
Sem dúvida¡, as empresas grandes Cyrela, Tyshman, Brascan, Rodobens - ditam o comportamento do mercado. Lançamos no início de 2008 um projeto da Zabo, em Pinheiros, com apartamentos de 60 m², e que foi completamente vendido em três semanas. Isso já mostra o conceito de liquidez que o mercado vai buscar nesses produtos menores. O segundo projeto de lançamento- teste da Elite foi o Escritórios Paulistas. do qual vendemos quase 160 salas comerciais em três dias. E agora estamos lançando um produto compacto, de 60 a 80 m² no Tatuapé. Existe uma demanda muito grande por apartamentos desse tipo, muito bem situados, com preços competitivos. Estamos falando de R$ 3 mil a R$ 1,4 mil o metro quadrado.

Gazeta Mercantil - A crise imobiliária pode afetar esse segmento?
Nós ficamos e estamos muito confiantes nesse mercado. O que aconteceu com a indústria imobiliária internacional foi uma grande quebra de expectativa. As empresas se ressentiram demais porque estavam muito bem, desenvolvendo os negócios com uma velocidade que o mercado nunca teve. Foi uma paralisação abrupta, repentina. Todo mundo esperava esse acontecimento, mas mesmo assim foi um grande susto. A Elite ficou imune a isso, o que nos dá uma visão absolutamente otimista para 2009.

Gazeta Mercantil - Qual o tamanho desse mercado no próximo ano?
De R$ 12 a R$ 14 bilhões em São Paulo, que no mínimo é o mesmo valor de 2008 Mas na nossa visão o mercado pode ainda surpreender e ter um crescimento de 10% á 15%.

Gazeta Mercantil - Qual é a meta de vocês?
Gostaríamos muito de ter um market share de aproximadamente 20%. Estamos trabalhando para isso. Queremos ter uma operação nacional mas quando o setor atingir os índices de 2007 e 2008.

Gazeta Mercantil – É muito grande...
Grande. Nossa operação é grande. Nós vamos chegar em maio com 750 corretores, muito bem escolhidos. Mas poderíamos ter dois mil se quiséssemos.

Gazeta Mercantil Mar não é isso que vocês querem...
Não, por isso a contratação dos corretores é feita de forma prudente, em vários aspectos. Você precisa ter bons produtos para eles trabalharem e ter bons corretores. Nós estamos muito otimistas e muito preparados e de certa forma não fomos afetados pela crise. Não vamos ter de rever toda a operação.

Gazeta Mercantil - Não foram pegos de surpresa pela crise?
Nós já sabíamos que isso ia acontecer. Então, quando planejamos a Elite, no primeiro semestre de 2008, sabíamos que ela ia operar em um mercado diferente. 0 investidor estrangeiro pode colocar o seu dinheiro no Bric. A China para os europeus, é um mercado difícil do ponto de vista imobiliário. É sedutor, gigantesco, fantástico, mas difícil. A Rússia também tem potencial imobiliário fantástico, mas há uma insegurança. A Coréia também, para os europeus é absolutamente diferente.

Gazeta Mercantil - Aquela enxurrada de dinheiro com os lPOs...
Demais. Isso deu ao mercado uma vitalidade falsa, uma força muito limitada, efêmera. Esses recursos foram incorporados com uma expectativa de que não terminariam nunca. Ninguém olhou para fora pala ver de onde eles vinham. Os mercados europeus e americanos já estavam em colapso. Agora, pelo menos em curto prazo, essa fonte secou. Mas o dinheiro continua aí, porque o Brasil continua sendo destino prioritário de investimentos no mercado imobiliário. O nosso mercado é muito consistente, O Brasil vai produzir mais de 22 milhões de unidades até 2020, em todos os segmentos. Temos uma indústria de crédito que comemora recorde atrás de recorde.

Gazeta Mercantil - Em 2008, qual foi o crescimento do mercado em unidades?
Foram 250 mil unidades financiadas, algo como R$ 30 bilhões. É pouquíssimo para um país que precisa de I milhão de novas moradias=por ano. A indústria imobiliária é sem dúvida a industria desse País. O governo, diferente da crise de 1983, quando se distanciou e deixou a indústria órfã, está fazendo um trabalho magnífico em valoriza¡ o setor.

Gazeta Mercantil - A indústria significa uma cadeia de empregos muito grande...
Sim porque quando você consome uma casa própria está consumindo uma cadeia de produção que começa desde o corretor que vende o imóvel na planta. Você valoriza um processo de produção que termina em três ou quatro anos. Olha quantos empregos! Lógico que o governo é sensível a isso.

Gazeta Mercantil - Comprar imóveis na planta é seguro?
O consumidor brasileiro tem essa cultura e deve ser defendida, sim. É infinitamente menor o risco de comprar na planta porque depois do efeito Encol foram criados instrumentos que protegem o consumidor. Acho que é até um efeito positivo da crise valoriza¡ ainda mais os compromissos com o consumidor através de campanhas institucionais.

Gazeta Mercantil - Fora São Paulo quais são os outros mercados?
A Elíte Lar vai atuar no estado de São Paulo, onde o modelo é diferente, utiliza-se outras formas de venda além do plantão de vendas Vai atuar em todo o estado com unidade móvel de vendas, uma dinâmica diferente para atender o segmento econômico. A Elite, que atende o médio e o médio alto padrão vai se concentrar em São Paulo. Até porque, temos de ter nossa participação muito bem consolidada¡ e esperar o melhor momento para analisar praças como Rio de Janeiro, Norte, Nordeste. Não precisamos expandir já sem ter garantias de que os mercados necessitem de uma nova imobiliária.

Gazeta Mercantil - Mas o interior de São Paulo é pouco...
Enxergamos São Paulo diferente. A megametrópole começa em Campinas e termina em Santos e faz triangulação com o Vale do Paraíba. A área de atuação é essa. Com mais de 40 milhões de habitantes, maior do que a Espanha. A expansão pode ser feita em momentos específicos, mas não está nos planos de 2009. Mas queremos ter uma operação nacional, quando o mercado atingir os índices de 2007 e 2008, de uma forma prudente, orgânica, consistente. Passada a ressaca podemos tirar boa lição. Como crescer com prudência? Vamos olhar para o mercado brasileiro de 2009 com otimismo

• Fonte: Gazeta Mercantil

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